Ela chora, me olha, me chama de canto, me diz pra ficar quieto porque não sou eu o motivo do pranto. Eu canto baixinho pra ela, desafino de propósito pra ver se eu arranco um sorriso dela. Eu fico quieto, ela fica quieta, a gente se olha, nas suas lágrimas a gente se molha. No meio das cobertas a gente se enrola, se sente e se vê, daria o mundo pro meu mundo ser você. Menina, quantas vezes já te liguei bolado com essa vida, voz de vadio embriagado sem bebida. Na descida todo santo ajuda a proteger, mas na subida da minha vida quem tá me ajudando é só você. Firmeza, firmão, tranquilo, então, eu que jurava ter nascido um louco sem noção. Vejo que essa noção sempre teve dentro de mim porque eu perco ela toda vez que eu te vejo tão triste assim. Ela vai, ela vai, vai! Menina vai chorar mas eu vou tá lá pra te ver, pra te olhar, te abraçar, te escutar, te entender. Ela chora, aperta a minha mão, me conta os problemas dela, olha meu olho e me chama de solução, eu seguro meu choro de emoção, prendo as lágrimas porque hoje pra te ver sorrir preciso bancar o durão.